| Secção Lunar - REA-BRASIL |
Projeto - Ocultações Lunares
Gerente: Dennis Weaver de Medeiros Lima (Pela
Secção Lunar)
dwastronomia@yahoo.com.br
Parceiros neste Projeto:
COSTEIRA 1 Coordenado por Alexandre Amorim http://www.costeira1.astrodatabase.net/ocultacoes2006.htm
SECÇÃO ECLIPSE / Site Lunissolar - Coordenado por Helio C. Vital http://www.geocities.com/lunissolar2003/
Objetivo: Cronometragem de tempo de ocultações e reaparecimentos de estrelas, planetas, asteróides e deep sky pela Lua, e/ou registros visuais; para posteriores cálculos específicos de interesse cientifico e estudo da topografia lunar.
Com os movimentos de Lua pelo céu, ela passa na frente de, ou oculta, estrelas e outros objetos celestes em seu caminho. Ocultações são fenômenos dinâmicos que provêem uma demonstração surpreendente do movimento orbital dos astros. Sua observação é um processo simples que a maioria dos observadores pode fazer, isto é, cronometrar o desaparecimento e o reaparecimento de um corpo celeste atrás da Lua, por exemplo.
Planetas, asteróides, e cometas também podem encobrir estrelas e estas ocultações são muito mais raras que a ocultação lunar devido aos aparentes tamanhos minúsculos e movimentos lentos dos objetos ocultados. Um outro tipo de ocultação é a ocultação de luas que orbitam em torno dos planetas, como por exemplo, os eclipses das quatro maiores luas de Júpiter.
Ocultar literalmente significa "esconder". Uma ocultação lunar acontece quando a extremidade da Lua se move até uma estrela, planeta ou outro astro e repentinamente o esconde ou imerge (eclipsa). A estrela reaparece (emerge) da mesma maneira repentina no lado oposto da Lua. O evento todo pode demorar uma hora ou mais se for uma ocultação total (ou funda), e se for uma ocultação rasante esse tempo é muito menor.
Quando a Lua está em suas fases crescente, o desaparecimento normalmente acontece na borda escura da Lua onde é fácil assistir; e as reaparições se dão na borda iluminada onde a estrela é mais difícil de ser vista devido ao brilho da Lua. Quando a Lua está minguando, a situação é oposta: as estrelas desaparecem na borda iluminada e reaparecem por trás do limbo escuro. Em qualquer caso de imersão e emersão de um astro a observação deve ser planejada, porque você precisa estar olhando o lugar correto da borda lunar no momento em que a estrela vai desaparecer ou reaparecer. A observação de imersão ou emersão de estrelas na borda iluminada da Lua só pode ser bem visualizada quando a estrela for suficientemente brilhante. As estrelas de brilho mas tênue são difícil de observar com exatidão porque a intensa claridade na borda iluminda da Lua prejudica sua observação.
Uma ocultação rasante acontece quando a Lua desnata (''toca de leve'') só roça uma estrela. Dentro de uma ou duas milha da extremidade lunar do caminho predito de uma ocultação, e terminada seu caminho mais para a borda norte ou sul da Lua. Em certas ocultações rasantes você poderá ver a estrela piscar várias vezes quando ela passa atrás de colinas e vales perto dos pólos lunares. A estrela desaparecerá e reaparecerá entre as montanhas e vales ao longo da extremidade da Lua por um período de alguns minutos. Essas ocultações são as mais dinâmicas e interessantes de serem observadas, como também as que dão melhores informações da topografia polar da Lua.
As estrelas que são passíveis de eventos de ocultações são as estrelas que pertencem a região da eclíptica; sendo que as ocultações para cada local da Terra podem ser previsíveis através de cálculos ou através de software existentes para tal. Veja nossa página de Links se desejar fazer download de um desses programas. Todavia, freqüentemente existem pequenas discrepâncias entre as predições e as observações.
Para a maioria dos observadores dentro da região de visibilidade de um evento de ocultação (tempo do desaparecimento de estrela até sua reaparição à extremidade oposta da Lua) durará um pouco mais ou menos de uma hora, dependendo se for uma ocultação total (funda) que acontece no maior diâmetro da Lua, ou rasa (tangente à borda lunar). Como a sombra das montanhas da Lua são lançadas sobre a Terra por só alguns quilômetros de largura, observadores separados por cerca de cem metros (medida perpendicular à direção do movimento da sombra) verá, cada um, a ocultação da estrela em um momento diferente. Isto é porque cada observador vê a ocultação por uma parte ligeiramente diferente das mesmas montanhas lunares. Quando o resultado de vários muito observadores é combinado, um gráfico extremamente preciso da extremidade da Lua pode ser construído. De fato, esta técnica nos permite juntar dados com muito mais precisão sobre as montanhas da borda lunar que por qualquer outro método.
Totalmente distinta de uma ocultação lunar total, uma ocultação rasante só pode ser observada de uma faixa específica muito estreita (mas muito longo) na superfície da Terra. Assim os observadores devem estar preparados usar telescópios portáteis e se deslocar para onde quer que a ocultação rasante esteja prevista para acontecer. Tal ocultação é uma visão espetacular; em nenhum outro momento, excluindo talvez durante um eclipse solar, é o mais aparente movimento da Lua. As ocultações lunares cronometradas com uma precisão de alguns décimos de segundo têm várias aplicações científicas, particularmente, para refinar nosso conhecimento da topografia lunar. Além disso, pode-se medir as irregularidades da rotação da Terra, determinar o movimento próprio das estrelas, medir seus diâmetros como também descobrir novas estrelas duplas (para os dois últimos casos é usado técnicas de fotometria fotoelétrica).
O Instrumento
Observar ocultações lunares não é dificil, contudo requer uma certa prática que só se adquire fazendo observações sistemáticas. Instrumentos como um refletor de 9cm ou 10 cm de abertura, e refratores de 5cm de abertura são úteis para a observação de estrelas até cerca de oitava magnitude. Isso porque as estrelas ainda mais tênues tendem a desaparecer da visão devido o clarão da Lua. Instrumentos de aberturas (diâmetros) médios e maiores com grande ampliação de imagem nos dão maior visão e precisão na observação das ocultações, e por isso são os mais recomendados para este tipo de atividade observacional, e os mais capacitados para observações de ocultações de planetas. Tão importante quanto o instrumento ótico utilizado é ter um cronometro corretamente ajustado com a hora exata através de um relógio de grande precisão como, por exemplo, o relógio atômico de césio do Observatório Nascional do Rio de Janeiro.
Notas Importantes Para os Observadores
Dicas de Helio de Carvalho Vital
O que são erros
sistemáticos e estatísticos?
Erros estatísticos são aqueles que resultam da própria
natureza aleatória do fenômeno e que não têm
como ser evitados nas condições experimentais usadas. Eles
podem ser para mais ou para menos e tendem a diminuir quando essas condições
são aperfeiçoadas (o uso de melhores instrumentos com maior
resolução e maior aumento, por exemplo). Por outro lado, os
erros sistemáticos resultam de fontes que os geram
sistematicamente, em uma única direção, ou para mais
ou para menos. Às vezes, eles podem ser identificados, variando-se
as condições dos experimentos. A demora na identificação
de um contato pela maioria dos observadores é um exemplo de um erro
sistemático. As tendências dos erros em tempo (O-C =
os instantes Observados e os Calculados
dos contatos) de vários observadores nos informam sobre os tipos e
fontes de erros envolvidos.
Registro simultâneo
com hora e imagem ( animação em gif,
por exemplo.)
Com relação à imagem com registro simultâneo
da hora, pela seqüência da animação, pode-se
interpolar ou extrapolar o instante em que os discos da Lua e do Planeta
se tangenciam interna ou externamente (contatos). É claro que
quanto menor o intervalo entre as fotos, mais precisão teremos na
determinação dos instantes dos contatos.
Campanhas Observacionais de Ocultações Lunares para 2006
Ocultações
Lunares
bservadas em em 2005 (arquivo em DPF)
Veja:
Tutotial para Observação de Ocultações Lunares
Ficha de Reporte para Ocultações Lunares
Como preencher o formulário de reporte
Ficha de Reporte para Ocultação de Aglomerados Estelares (NOVO)
Programa para Calculos de Ocultações OcREA (roda em DOS) Elaborado por Hélio de Carvalho Vital
Envio de Reporte e Imagens: Dennis
Weaver de Medeiros Lima
dwastronomia@yahoo.com.br
R.Gregio: rgregio@uol.com.br
Mais Informações:
http://www.calendarioastronomico.astrodatabase.net/lua_plei03.htm
http://www.costeira1.astrodatabase.net/ocultacoes2006.htm
http://lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm
Informações para outras regiões do globo: http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm